Clubes estão na base do sucesso alemão no Mundial Júnior

Alemães comemoram vitória no Oito Com masculino (Foto Detlev Seyb/FISA)

Alemães comemoram vitória no Oito Com 
(Foto Detlev Seyb/FISA)

Os alemães não desperdiçaram a chance de remar em casa. O país classificou barcos em todas as 13 finais do Campeonato Mundial Júnior, em Hamburgo, e foi ao pódio em nove, liderando o quadro de medalhas da competição pelo segundo ano consecutivo, com sete ouros e duas pratas. A origem do sucesso, segundo o diretor de Alta Performance da Federação alemã, Mario Woldt, está na integração dos clubes com a seleção e no acompanhamento dos atletas.

“Temos um sistema de clubes realmente amplo e os treinadores são bem preparados, de modo que temos muitos remadores para escolher. Mas também trabalhamos para reuni-los e criar uma boa atmosfera no campo de treinamento antes do campeonato. Eles se tornam realmente bons amigos”, explica Woldt em entrevista ao site da FISA.

Segundo ele, os clubes têm diferentes métodos para atrair novos remadores: alguma observação, alguns anúncios em escolas, mas principalmente o boca a boca de remadores com seus amigos. A Federação alemã começa a desenvolvê-los desde cedo, através de campos de treinamento na primavera europeia (primeiro semestre), para ter uma ideia inicial a respeito dos atletas.

A seleção para o Mundial Júnior começa no Campeonato Nacional Alemão. Os vencedores nos barcos pequenos garantem vaga na competição internacional, e os que se destacam nos demais são convidados a participar do campo de treinamento, onde é feita a filtragem para compor os barcos maiores. O treinamento final foi em Berlim, quatro semanas antes do Mundial, quando os treinos passaram a ser personalizados.

“No sistema alemão tentamos ser o mais individualizado possível, mas não podemos fazer isso antecipadamente”, diz Woldt, destacando que os campos de treinamento permitem que os atletas se conheçam e formem um grupo. “O objetivo é deixar o atleta treinar em seu clube o máximo de tempo possível. Eles permanecem (nos clubes) quase até a idade de Sub-23. Eles precisam terminar a escola e não queremos tirá-los de lá tão cedo”, afirma.

Um dos principais focos de atenção da Federação alemã, segundo Woldt, é como desenvolver esses jovens até os níveis de Sub-23 e Sênior. “Este ano estamos tentando um novo método para entrevistar cada atleta e ver quais são seus planos. Nós queremos saber sobre o futuro deles, seus planos de vida, para então podermos ajudá-los a incluir o remo, se for isso que eles querem.  Nós podemos ajudar a direcioná-los de certo modo.”

Tim Naske, ouro na prova de Uncas Tales (Foto: Detlev Seyb/FISA)

Tim Naske, ouro na prova de Uncas Tales
(Foto: Detlev Seyb/FISA)

Entre os que pretendem prosseguir remando está Tim Ole Naske, ouro no Single Skiff masculino, prova em que o brasileiro Uncas Tales ficou na 12ª posição, a melhor do remo individual masculino do país na história da competição. “Ainda tenho mais um ano de escola mas, nos próximos anos, não consigo imaginar a vida sem o remo”, diz ele, que, assim como Uncas, também estará nos Jogos Olímpicos da Juventude, a partir do dia 17, na China

Além de Naske, os alemães venceram no Single Skiff e no Oito Com femininos, e no Quatro Sem, Four Skiff, Double Skiff e Oito Com masculinos, faturando mais da metade das medalhas de ouro em disputa. Os romenos ficaram em segundo, com dois ouros (Double Skiff e Dois Sem femininos), duas pratas e um bronze. A China também ganhou dois ouros (Quatro Sem e Four Skiff femininos), enquanto Itália (Quatro Com masculino) e República Tcheca (Dois Sem masculino) ganharam um ouro cada. Ao todo, 18 países subiram ao pódio em Hamburgo.

Disputado desde 1967, o próximo Campeonato Mundial Júnior será na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, de 6 a 9 de agosto de 2015, como evento preparatório para as Olimpíadas na cidade em 2016.

Site oficial do Campeonato Mundial Júnior 2014

 

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2 respostas para Clubes estão na base do sucesso alemão no Mundial Júnior

  1. Ronaldo Carvalho disse:

    Exelente matéria, mostrando a diversidade de métodos de sucesso no mundo. Uns Clubistas outros colegiais e Universitários, ou mistos. Mostrando que o importante é a coordenação entre as partes e uma liderança forte para fazer o método ( cada pais tem uma cultura difernte ) funcionar. Abs. Ronaldo Carvalho

  2. Guto Loureiro disse:

    Será que precisamos reinventar a roda? Taí um bom exemplo a ser seguido… só não faz quem não quer…

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