Sexto na Final B, Uncas entra para a história no Mundial Júnior

Uncas Tales, 12º no Single Skiff em Hamburgo (Foto: Igor Meijer/FISA)

Uncas Tales, 12º no Single Skiff em Hamburgo
(Foto: Igor Meijer/FISA)

Aos 17 anos, Uncas Tales já faz parte da história do remo brasileiro. O mineiro de Belo Horizonte ficou em sexto na Final B do Single Skiff, este domingo em Hamburgo, na Alemanha, e terminou o Campeonato Mundial Júnior em 12º lugar, o melhor resultado individual masculino em oito participações do país na prova. O remador do Botafogo completou o percurso em 8m32s44, em um dia de vento contra e água agitada.

Na despedida, Uncas ficou a 22 segundos do vencedor Maxime Ducret, da França (8m10s33), que superou o búlgaro Rangel Katsarski (8m11s31), australiano Thomas Schramko (8m12s08), o lituano Matas Lukosevicius (8m19s41) e o tunisiano Mohamed Taieb (8m27s26). A Final A foi vencida pelo alemão Tim Ole Naske, em 8m17s69, com o canadense Daniel de Groot em segundo (8m38s17) e o sul-africano Daniel Watkins em terceiro (8m44s29).

Às vésperas de completar 18 anos, em outubro, Uncas está na Europa há três semana e só volta para casa daqui a outras duas. Ele ficou em 11º no Single Skiff Peso-Leve no Campeonato Mundial Sub-23 na Itália, no fim de julho, e vai da Alemanha direto para a China, onde reencontrará alguns dos adversários nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanjing, entre eles o campeão Tim Naske. Nas quatro provas que disputou em Hamburgo, Uncas ficou em segundo na estreia, terceiro nas quartas, e sexto na semifinal e Final B.

Mesmo fechando a raia na despedida, Uncas superou o 13º lugar de Fabio Moreira, que venceu a Final C em 2008 e ficou em terceiro (15º) no ano seguinte. Nas outras participações desde o 27º lugar de André Vorraber, em 1994, o país não foi além da Final D, com dois 20º lugares (Roberto Ramirez, em 1996, e José Rangel, em 2004), um 23º (Felipe Bonfim, em 1997) e um 24º (Martin Degen, em 2011).

O resultado é também o melhor do masculino brasileiro desde o 5º lugar na Final B (11º) do Dois Sem, em 1997, com Henderson Ayres e Roberto Ramirez. Desde então, o país disputou cinco finais D (em 2006, 2008, 2009, 2011 e 2012), três finais C (em 1997, 1999 e 2011) e uma Final E (2012), variando de 16º a 28º lugar.

A última Final A do masculino foi com o sexto lugar de Cleber Ferraz, Alexandre Buckton e Carlos Sobrinho (timoneiro) no Dois Com, em 1987. Nos dez anos seguintes, o país disputou sete finais B, ficando em 10º (1988) e 11º (1990 e 1997) no Dois Sem, 12º no Quatro Sem (1994 e 1995) e no Dois Sem (1995), e venceu uma Final E (18º) no Four Skiff (1995).

A carioca Beatriz Cardoso, que estreou no Mundial Júnior em 2011, em 11º lugar no Double Skiff feminino, com Gabriela Salles, ficou em 18º no ano seguinte no Single Skiff, antes chegar em quinto ano passado. Ela repetiu a melhor posição do país na competição, de Ricardo Carvalho e Carlos Hime no Dois Sem masculino, em 1979, em Moscou, após duas vitórias em finais B no mesmo barco, com Ronaldo Carvalho e Angelo Rosso (1976) e o irmão Ricardo e novamente Rosso (1978).

Disputado desde 1967, o próximo Mundial Júnior será na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, de 6 a 9 de agosto de 2015, como evento preparatório para as Olimpíadas na cidade em 2016.

 

Site oficial do Campeonato Mundial Júnior

 

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