Memória

Dois Com, 4º lugar Olímpico em Los Angeles-1984

Dois Com, 4º lugar Olímpico em Los Angeles-1984

O remo brasileiro tem longa trajetória em competições internacionais. Desde 1920, quando participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos, o país só não teve barcos em Amsterdam-1928  e Tóquio-1964, chegando perto do pódio com o 4º lugar de Valter Hime Soares, Ângelo Roso Neto e Nilton Alonço (timoneiro) no Dois Com, em Los-Angeles-1984, o melhor resultado até hoje.

A partir de 1970, barcos brasileiros passaram a competir também no Campeonato Mundial, criado em 1962. O país chegou pela primeira vez à disputa por medalhas em 1986, com o 5º lugar dos irmãos Ricardo e Ronaldo Carvalho, no Dois Sem, e o 6º no Dois Com, formado pela guarnição olímpica de dois anos antes.

O Brasil só voltou a remar uma final A na competição 23 anos depois, com Ailson Eráclito, 6º no Single Skiff Peso-Leve, em 2009. No mesmo ano, Ailson se tornou o primeiro remador brasileiro medalhista em um Mundial, com a prata no Single Skiff  no campeonato da categoria Sub-23 – disputado a partir de 2005. Em 2010, ele voltou ao pódio, com o bronze na mesma prova.

Fabiana e Alice: título inédito no Mundial 2011 (Foto: FISA)

Fabiana: título inédito

Primeira remadora brasileira a competir nos Jogos Olímpicos, em Atenas 2004, Fabiana Beltrame foi também a pioneira em uma final A de Mundial – após duas participações femininas na competição, em 1985 e 1998 –, chegando em 4º lugar no Single Skiff Peso-Leve, em 2010.

A consagração veio no ano seguinte, com o título Mundial inédito para o país, na mesma prova – que, assim como a de Ailson no masculino, não integra o programa Olímpico.

Foi também em 2011 que o remo feminino nacional estreou no Campeonato Mundial Júnior, com Beatriz Cardoso e Gabriela Salles em 11º no Double Skiff. Com participação masculina desde 1973, três anos após a competição ser criada, o Brasil chegou a uma final A pela primeira vez em Moscou-1979, com o Dois Sem de Ricardo Carvalho e Carlos Hime em 5º lugar.

Dois anos após a estreia feminina, Beatriz levou o país de volta a uma final A da competição Júnior, também em 5º lugar no Single Skiff, 26 depois do 6º lugar do Dois Com Masculino em Colônia-1987. A primeira medalha no Mundial da categoria foi conquistada em 2016, com o bronze de Lucas Verthein, no Single Skiff Masculino.

Disputada anualmente a partir de 1997, a Copa do Mundo de remo teve barcos brasileiros em pelo menos uma de suas três etapas em praticamente todos os anos desde 1998. As primeiras medalhas vieram em 2001, com bronze no Double Skiff e Four Skiff masculinos.

Ailson e Fabiana também foram bronze no Single Skiff Peso-Leve, em diferentes etapas de 2010. No ano seguinte, Fabiana conquistou o primeiro de seus três ouros na Copa do Mundo (os outros foram em 2013 e 2015), na qual ganhou ainda uma prata (2015) e mais um bronze (2013), sempre na mesma prova.

Dois Sem dos irmãos carvalho: bi no Pan

Dois Sem dos irmãos Carvalho: bi no Pan

O Brasil coleciona medalhas também na principal competição continental, os Jogos Pan-Americanos, disputados a cada quatro anos desde 1951. Em 16 participações (incluindo Toronto-2015) os remadores brasileiros só não foram ao pódio em 1955, conquistando 43 medalhas: 8 de ouro, 21 de prata e 14 de bronze, em todas as classes de barcos. O último ouro, porém, é de 1987, no bicampeonato de Ricardo e Ronaldo Carvalho no Dois Sem.

Incorporado ao Campeonato Mundial em 2011, o para-remo (denominação adotada em 2014 para o então chamado remo adaptado) também traz medalhas para o Brasil desde 2007, quando foi ouro no Single Skiff AS Feminino (ombro e braços), com Cláudia Santos, e no Double Skiff TA Misto (tronco e braços), com Josiane Lima e Lucas Pagani.

Em 2008 vieram o primeiro pódio na Copa do Mundo – com a prata de Antony Bonfim no Single Skiff AS Masculino, prova em que Luciano Luna ganharia o primeiro ouro em 2012 – e nos Jogos Paralímpicos – bronze de Josiane Lima e Elton Santana no Double Skiff TA Misto –, na estreia da modalidade, em Pequim.

Ao longo dos anos, os barcos brasileiros têm marcado presença também nos Jogos Olímpicos da Juventude, na Universíade (para atletas universitários) e em diversas regatas internacionais em todo o mundo, construindo uma história de superação cuja memória merece ser preservada.

Veja todas as participações do Brasil em:
Jogos Olímpicos
Jogos Paralímpicos
Campeonato Mundial
Campeonato Mundial Júnior
Campeonato Mundial Sub-23
Copa do Mundo
Jogos Pan-Americanos


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