Nova Zelândia é o país do remo no ano marcado por recordes

Murray e Bond: dois ouros no Mundial (Foto: Igor Meijer/FISA)

Murray e Bond: seis anos sem perder em Mundiais
(Foto: Igor Meijer/FISA)

Em um ano marcado pelo vendaval de recordes no Mundial da Holanda, a Nova Zelândia dominou o remo internacional em 2014. Após um vice e quatro terceiros lugares nos últimos anos, o neozelandeses finalmente conquistaram a Copa do Mundo, em meados de julho, na Suíça. Duas semanas mais tarde, o país liderou o quadro de medalhas do Campeonato Mundial Sub-23, na Itália, e fechou a temporada com o título no Mundial Sênior, um mês depois, na Holanda.

Símbolo da atual supremacia neozelandesa, o “kiwi pair” Eric Murray e Hamish Bond completou o sexto ano sem perder no Dois Sem em Mundiais e etapas da Copa do Mundo, acumulando 19 medalhas de ouro desde 2009. Este ano, adicionaram uma vitória também no Dois Com, timoneados por Caleb Shepherd, baixando em quase nove segundos (6m33s26) o recorde mundial croata que durava desde 1995.

O tempo de Murray/Bond foi a terceira marca mundial de atletas do país no Campeonato Sênior, na Holanda. O vento a favor na raia de Bosbaan, em Amsterdam, ajudou a estabelecer novos melhores tempos em seis classes de barco (1x2x4x2-2+, 4-), e levou a Nova Zelândia de novo ao topo do quadro de medalhas, com seis ouros, duas pratas e um bronze, sua melhor campanha na história da competição.

Os neozelandeses só não dominaram o Mundial Júnior, vencido em casa pelos alemães, em agosto. Com barcos em todas as 13 finais em Hamburgo, os germânicos foram ao pódio em nove e ganharam ouro em sete, com duas pratas, conquistando o bicampeonato graças a um sistema que integra clubes e seleção no acompanhamento dos atletas.

Mesmo fora da disputa por medalhas no Single Skiff, o brasileiro Uncas Tales, do Botafogo, conseguiu o melhor resultado individual masculino do país na competição, com o 12º lugar, em 8m32s44. Campeão pan-americano em abril, no Uruguai, o mineiro de 17 anos ficara em 11º no Mundial Sub-23, duas semanas antes, na Itália, e fecharia a temporada com o sétimo lugar nos Jogos Olímpicos da Juventude, dez dias depois, na China.

Foi o melhor desempenho individual do remo brasileiro no ano. Coletivamente, o país conquistou em julho dez vagas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, apesar de subir ao pódio apenas duas vezes no México, ambas com Fabiana Beltrame e Beatriz Cardoso (ouro e bronze no Double Skiff Peso-Leve e Aberto, respectivamente). As finais foram dominadas por Cuba, que medalhou em 13 das 14 disputas, com oito ouros, duas pratas e três bronzes.

Principal barco do Brasil no Mundial Sênior, a dupla feminina do Flamengo não chegou a competir em Amsterdam. Beatriz, de 19 anos, passou mal na véspera da estreia no Double Skiff Peso-Leve, e precisou de hidratação de emergência, o que levou à exclusão do barco, por ultrapassar o limite de 57kg da categoria na pesagem oficial.

Pelo segundo ano consecutivo, coube ao para-remo a conquista de uma medalha para o Brasil no Mundial, com o bronze de Josiane Lima e Michel Pessanha no Double Skiff TA (tronco e braços) Misto. Aos 39 anos, a catarinense Josiane, atleta do Aldo Luz, começou o ano com seu terceiro título no Mundial Indoor (CRASH-B), em fevereiro, nos Estados Unidos, e terminou eleita pelo CPB a melhor para-remadora do país.

 

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