Europeus dominam Mundiais a caminho da Rio 2016

Britânicos conquistaram Mundial Sênior 2015 (Foto: Dtlev Seyb-MyRowingPhoto)

Britânicos conquistaram Mundial Sênior 2015
(Foto: Dtlev Seyb-MyRowingPhoto)

Após verem a Nova Zelândia conquistar dois dos três Campeonatos Mundiais e a Copa do Mundo de remo em 2014, os europeus recuperaram a hegemonia da modalidade no ano que antecede aos Jogos Olímpicos de 2016. Com 15 medalhas no Mundial Sênior, na França, os britânicos garantiram presença em 12 das 14 provas que serão disputadas na Lagoa Rodrigo de Freitas, em agosto do ano que vem. As últimas vagas para a Rio 2016 serão decididas na Regata Final de Qualificação Olímpica, em maio, na Suíça.

Entre os barcos britânicos que virão aos Jogos estão o Dois Sem Feminino e o Oito Com Masculino, ganhadores de dois dos cinco ouros dos atuais campeões olímpicos no Mundial – os outros foram no Dois Com e no Dois Sem Peso-Leve Masculinos, que não são olímpicos, e no paralímpico Quatro Com LTAMix. Na mesma competição, os Estados Unidos conquistaram 10 vagas, uma a mais que alemães e neozelandeses.

A Nova Zelândia também ganhou cinco ouros no Mundial Sênior, sendo três em provas olímpicas: Dois Sem Masculino (com Eric Murray e Hamish Bond vencendo sua 21ª prova internacional consecutiva, incluindo seis títulos mundiais e um olímpico), Double Skiff e Double Skiff Peso-Leve Femininos. Os outros dois foram em provas não olímpicas: no Single Skiff Peso-Leve Feminino, com Zoe McBride, de 19 anos – na qual Fabiana Beltrame foi quarto –, e Masculino, com Adam Ling.

Pelo segundo ano consecutivo, os neozelandeses conquistaram a Copa do Mundo, com dois pontos de vantagem sobre os alemães na contagem geral. O país dominou a terceira e última etapa da competição, em julho, na Suíça, quando ganhou 11 medalhas em 18 provas, incluindo o ouro de Zoe McBride, com Fabiana Beltrame em segundo – sua sexta medalha na competição desde 2010 (três ouros, uma prata e três bronzes).

De volta ao Vasco este ano, a atleta catarinense foi mais uma vez a melhor representante do Brasil nas disputas internacionais, com um ouro na 1ª Etapa da Copa do Mundo, em maio, na Eslovênia, e uma prata nos Jogos Pan-Americanos, em julho, no Canadá. Foi a única medalha do país na competição continental, o pior desempenho desde 1999, com os barcos nacionais fechando a raia em seis das 11 provas.

Os brasileiros tiveram dificuldade também remando em casa. No Mundial Júnior, disputado na Lagoa Rodrigo de Freitas como evento teste para a Rio 2016, o Brasil chegou a duas Finais B, com um terceiro e um quinto lugar no Four Skiff Masculino e no Double Skiff Feminino, 9º e 11º na classificação geral respectivamente. Os campeões foram os alemães, que conquistaram o terceiro título consecutivo na categoria, o sétimo nas últimas oito edições – a Itália venceu em 2012.

Foram justamente os italianos que, três anos após o título de juniores, ganharam o Mundial Sub-23, em julho, na Bulgária, com quatro ouros (três em barcos Peso-Leve), uma prata e um bronze. Os gaúchos Vinícius Delazeri e Victor Ruzicki ficaram em terceiro na Final B do Dois Sem Masculino (9º no geral), a melhor posição de um barco brasileiro de palamenta simples desde 2010. Primeira guarnição feminina do país a disputar o Mundial da categoria, Caroline Corado e Sophia Camara ficaram em sexto na Final B do Double Skiff Peso-Leve (12ª entre 18 participantes).

Mesmo sem repetir os pódios de 2013 e 2014, o para-remo brasileiro teve o que comemorar no Mundial Sênior este ano, com a conquista de três vagas nos Jogos Paralímpicos do Rio, em quatro provas disputadas, com Rene Pereira no Single Skiff AS (braços e ombros) Masculino, Cláudia Santos no Single Skiff AS Feminino, e Josiane Lima e Michel Pessanha no Double Skiff TAM (tronco e braços misto). O país ainda pode ganhar mais uma vaga, na Regata de Qualificação Paralímpica, em abril, na Itália.

Nos Jogos Olímpicos, o Brasil, por ser a sede, tem presença garantida no Single Skiff Masculino e Feminino, caso não conquiste outra vaga na Regata de Qualificação das Américas, em março, no Chile. Após o Mundial, Fabiana anunciou que disputará a vaga olímpica no Single Skiff Feminino, abandonando a opção do Double Skiff Peso-Leve. “Já sofri bastante com isso. Desde que me tornei leve, em 2010, sempre competi no (Single) Skiff, mas olhava outras meninas para formar uma dupla olímpica. Umas vinham, desistiam, não treinavam como deveriam… Essa é uma frustração grande que tenho”, admitiu Fabiana, em entrevista ao Diário Lance!, em dezembro.

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