O que você acha dos últimos resultados do remo brasileiro?

Os últimos resultados internacionais do remo brasileiro, como a participação em etapas da Copa do Mundo em Varese e Lucerna, nos Jogos Pan-Americanos em Toronto e no Mundial Sub-23, em Plovdiv, suscitaram um debate no Facebook sobre a situação do esporte no país. Para contribuir, segue abaixo um resumo das competições disputadas pelo país do Pan de 2011 ao Pan de 2015. Qual a sua opinião?

Após os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, há quatro anos, quando o país ganhou duas medalhas de prata, os remadores brasileiros classificaram três barcos para a Olimpíada de Londres, em 2012,  sem vencer nenhuma prova na regata de qualificação. Nos Jogos, ficaram em 13º e 19º lugares, com vitórias nas finais C e D, e uma atleta afastada por doping.

Desde então, o Brasil foi vice no Sul-Americano de 2013, no Rio de Janeiro, com cinco ouros, contra 15 dos argentinos. No ano seguinte, no Chile, novo domínio da Argentina na competição continental, com seis ouros contra apenas um do Brasil, de Fabiana Beltrame, no Single Skiff Feminino.

Nas categorias de base, o país foi vice no Sul-Americano Sub-23 e terceiro no Júnior, disputados no Paraguai, em abril deste ano, com 17 medalhas em 18 provas (3 ouros, 10 pratas e 4 bronzes), atrás de Argentina e Chile no total de vitórias. Os chilenos já haviam dominado o campeonato no ano anterior, com ouro em dez das 14 provas no Uruguai, onde o Brasil ganhou cinco medalhas (3 ouros, uma prata e um bronze) em apenas sete disputas.

De 2012 pra cá, o país participou de 28 provas em nove etapas da Copa do Mundo, chegando a quatro finais A, todas com Fabiana Beltrame na prova não Olímpica do Single Skiff Peso-Leve Feminino, na qual ganhou dois ouros (2013 e 2015), uma prata e um bronze. Nas outras, foram nove Finais B (7º no Quatro Com em 2013), seis Finais C, três D, duas E e três provas que não passaram da repescagem, além de uma ausência por motivo médico.

O melhor resultado nos Campeonatos Mundiais no período também foi de Fabiana, com o quarto lugar em 2013, também na prova do Single Skiff Peso-Leve, na qual fora campeã em 2011. Os outros três barcos do Brasil na Coreia remaram Finais C, terminando em 14º, 15º e 17º lugares. No ano passado, Fabiana não competiu, devido a um problema de saúde de Beatriz Cardoso, sua parceira no Double Skiff Peso-Leve, na véspera da estreia. O país fechou a raia na Final B do Four Skiff Masculino (10º) e na Final D no Double Skiff (23º).

Beatriz despontara como possível parceira de Fabiana na prova Olímpica após ficar em quinto no Single Skiff Feminino no Mundial Júnior, em 2013 – repetindo a melhor posição do país na competição, no Dois Sem masculino, em 1979, na primeira Final A brasileira desde o sexto lugar no Dois Com Masculino, em 1987. No mesmo ano ela já se tornara a primeira brasileira a disputar o Mundial Sub-23, ficando em 14º lugar.

Antes do Mundial Sênior, as duas chegaram a ficar em 12º em uma etapa da Copa do Mundo, e ganharam o único ouro do Brasil no Festival Pan-Americano, no México – no qual o Brasil classificou dez barcos para os Jogos de Toronto, apesar de ir ao pódio apenas duas vezes, ambas com a dupla feminina, que foi bronze no Double Skiff aberto.

Outro que disputou dois Mundiais no mesmo ano foi Uncas Tales, em 2014. Campeão nos I Jogos Sul-Americanos da Juventude, em 2013, no ano seguinte ele remou três competições internacionais em menos de um mês, todas no Single Skiff: foi 11º no Mundial Sub-23, 12º no Mundial Júnior (o melhor resultado individual masculino em oito participações do país na prova), e venceu a Final B nos Jogos Olímpicos da Juventude. O esforço cobrou seu preço: o atleta do Botafogo precisou operar o joelho, e só recentemente voltou a treinar.

Em 2015, o país ganhou um ouro (de Fabiana) e um bronze (com Steve Hiestand, no Single Skiff Masculino), na Regata Internacional de Bled, que antecedeu a 1ª etapa da Copa doMundo. Steve, que mora na Suíça, foi o único representante do país na 3ª Etapa, quando ficou em 17º, enquanto os demais se preparavam para competir nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, onde o Brasil ficou em último em seis das 11 provas que disputou, acendendo o debate sobre o estágio do remo no país.

 

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